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sexta-feira, 27 de maio de 2005

Dias

O despertador toca
e a noite se faz em dia
e com ele a promessa de mudança.

Levanto-me, vou ao banheiro,
escovo os dentes e arrumo o cabelo,
troco de roupa e preparo um café.

Saio de casa, tomo o ônibus,
vou ao colégio, começa a primeira aula,
e a promessa se distancia.

Bate o sinal,
o intervalo se inicia,
com ele o descanso e a promessa de alegria.

O sinal torna a bater
e nova aula toma forma,
apresenta conteúdo.

Pela última vez o sinal se faz presente no dia,
eis que surge novidade,
um protesto se aproxima!

De pequena importância,
afasta-se de novidade
e toma forma monótona como foram tantos outros.

Vou para casa,
tomo o ônibus e em seguida o metrô,
de tão cansado aceito humilde o lugar ao chão.

Penso no dia e nesse ponto
a promessa toma forma de um ponto
e se apaga.

Chego em casa,
ouço música,
termino os deveres trazidos do colégio.

O sol se põe
e a lua se faz presente
e o sono me incorpora.

Arrumo tudo conforme a disposição,
tomo um banho,
recolho-me.

O sono toma conta até que
novamente o despertador toca
e se engrandece novamente a promessa de mudança.

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