Páginas

terça-feira, 21 de março de 2006

Ilusões cadenciadas

A vergonha me aflige o corpo,
Atinge as pernas, retira-me as forças.
O que guardava tão bem lacrado
agora aflora debilitando-me a carne.

Sinto uma enorme raiva,
mas não deixes tu se confundiste,
não se trata de egocentrismo
muito menos egoísmo.

Apenas uma decisão cristalina.
Poluída, porém transparente.
Límpida a ti,
suja a mim.

Misto de vingança do meu raciocínio
frágil, errôneo, irracional
com meu comportamento
único, estático, inerte.

Iludia-me ao pensar existir um pedestal.
Entre bons e ruins
ocupava uma posição um pouco acima da metade
cobiçada, porém falha.

Fez-se pó.
Despenquei, reduzi-me a
apenas mais um dentre
alguns bilhões de outros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário