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quarta-feira, 26 de abril de 2006

Estado momentâneo atual

Aqui estou
a um corredor de distância
que separa a mim do que dizem
ter sido feito do meu reflexo.

Presente de aniversário
sem data concreta se esvai, arrastando-se.
Não cabe ao calendário,
sem a menor certeza se vai aproximar-se de mim.

Em pensar que uma simples ética
e pequena distância de um corredor e uma porta,
de uma sala de fluxo ideológico
em mão e contra-mão é o que nos separa.

Quando o tempo se desatenta
rompe-se tal distância.
Ainda assim resta-me inércia
de antigos estados conflituosos.

Perpetuam-se assim o medo e antipatia,
entregar-se de olhos em olhos...
Só de pensar nega-se tal possibilidade.
Remete-se o medo da mudança de tal situação.

Situação que se arrasta insustentável.
Medo irracional de mudar o que não dá para manter
de jogar os dados e arriscar de uma vez
restando apenas o direito de torcer.

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