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segunda-feira, 22 de maio de 2006

Esperança

Jogo ingênuo de cores
que exala uma essência familiar,
aconchegante.

Forçam que me recorde
de uma infância tranqüila
da qual fui feliz em aproveitar.

Tempo bom,
gostoso em seus momentos,
despreocupante em suas brincadeiras,
assustador em pesadelos sem sentido.

Afinal, foi-se o tempo
onde o que dava medo
era inventado
e divertido.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Você

Um medo chama minha atenção agora
algo como minha consciência,
fica a latejar em minha cabeça.
Tudo isso pode não passar de sonho.

E se subo muito alto em meus pensamentos
tenho medo de acordar e cair lá de cima.
Seria uma queda curta e cruel,
manteria seqüelas eternas em mim.

O que hoje sinto não consigo explicar.
Sinto falta do que nunca sequer esteve ao meu lado.
Não é como outros sentimentos passageiros,
é algo diferente, que nunca senti antes.

Eu realmente estou estranho.
Sinto louca vontade de falar contigo,
mas ao mesmo tempo o medo de bater em um não como num bloco de concreto me corrói.
De fato não sei o que faço.

Mesmo sem nunca estar contigo antes
dependo disso hoje.
Cambalhota atrás de cambalhota
minha vida vira uma roda gigante.

Como nunca amei ninguém de verdade
e como não sei o que sinto agora
desconfio que eu esteja começando a
amar você.

domingo, 7 de maio de 2006

Estado momentâneo atual 2

Hoje choveu lá fora
Sabe, hoje eu estive lá fora
Correndo na chuva
Debaixo de pingos e olhos curiosos.

Molhei-me completamente
Com camisa e tênis
Corria sem saber
Aonde precisava chegar.

O frio aos poucos foi cedendo
A respiração foi ficando ofegante
Ao passo de em um momento
O jogo ter parecido se findar.

Só faltava um alguém
Para transformar o momento
No mais perfeito.
Sabe, você é esse alguém.

Por um instante parei em um lugar vazio
Fitei o céu, ele tinha um forte tom escuro com borrões azuis.
Gotas poluíam minhas lentes
Tirei os óculos, apreciei a chuva.

O céu estava lindo
E eu parado, olhos ao alto a deslumbrá-lo
Em sua vasta imensidão tornou-se mínimo
Do horizonte ao vértice, tão pequeno!

Perdeu sua graça
Só faria sentido se
Estivesse comigo
Ao meu lado para rirmos das gotas límpidas.

Fantasia sem fundamento
Estou encharcado e longe de casa
O frio já me abandonou a tempo
Como é bom pensar em nós.

Mas a realidade não perdoa
E se apresenta a mim para mostrar
Que de real esse sonho nada tem
Que agora em que eu cheguei em casa o frio me lembra que você não está aqui.

São 0:00h de uma noite de domingo para segunda
Lembranças suas acorrentaram-se aos meus neurônios
Jogaram a chave do cadeado fora
E não me deixam um minuto sequer.

Fico imaginando se está pensando em mim,
Ou se está dormindo preocupada com a prova de geografia
Sabe, você deve ser linda dormindo
Como eu queria ter você do meu lado.

Sabe, amo seu jeito de ser
Sua vida que se mistura à fantasia
Sua forma de ver o mundo
Seu jeito de falar comigo.