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terça-feira, 4 de julho de 2006

Níveis atuais

Estamos então inseridos
Num mundo injusto, hipócrita e autoritário.
Lugar de valores imundos
E acontecimentos nojentos.

Em carne e consciência humana
Aprisionaram-nos.
De idéias próprias e atitudes parecidas
Éramos transbordados de sentimentos.

Vazavam por entre os olhos
Que choravam lágrimas
De paixão sincera
E amor verdadeiro.

Mas para fins de confiança
Foram adicionados ambição e orgulho
Em vezes muito pequenas
Quase que inexistentes.

Eram muito abundantes
Foram, aos poucos, sendo ignorados.
Confinaram-os à banalidade.
Cresceram então os maus sentimentos e se reproduziram.

E hoje os novos corpos
Nascem evoluídos
A suportar tais níveis
De ignorância e falsidade

Mas ainda assim
Por erros da evolução
Alguns poucos nascem
Sem tal proteção.

Pessoas como eu
Que de tantos ferimentos
Adquiriram casca externa
De grossa espessura e material rígido

Enganam-se diariamente os que olham
Distraídos para corpos incrustados.
Sem querer ou saber
Afirmam sermos poço depressivo.

Afirmam por não conhecerem
Os únicos baús que ainda guardam
A essência de um tempo, atitudes e sentimentos
Que se perderam e não voltam mais.

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