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sábado, 1 de julho de 2006

Novos tempos

Em primeiro lugar somos animais
E temos nossos instintos.
Mas de uns tempos pra cá
Tornamo-nos capitalistas
E esquecemos quem éramos.

Inventamos um negócio promissor
Daria certo se nossas raízes não o negassem.
Garantia de cotidiano melhor para toda uma vida
Por vezes estragado
Conforme nossa natureza.

Ainda assim estava indo bem
Mas mudaram o jeito de sê-lo
Era sutil, acordo silencioso.
Nada difícil de oferecer,
Apenas surpresas e lealdade.

Acontece que nunca estamos satisfeitos
E transformamo-lo como queremos
De tanto molda-lo ficou disforme
E hoje além de não sabermos mais como é
Ainda nos perguntamos sobre o que é.

Em tempos como esse devemos lembrar
Como antes era o amor
E tentar reatar o nó que em algum momento se soltou
Para não deixar que tudo se perca
Sem vontade.

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