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sábado, 29 de julho de 2006

Tempos de Glória

Já fizeram muitas previsões
Que tantos acreditaram,
Mas hoje qualquer um pode fazê-las
Com pouca margem de erro.

Como ser humano já fiz as minhas
E não são nada otimistas.
É só olhar ao redor para ver
Que possivelmente não existe retorno.

O que consigo ver ao redor
É perda louca e acelerada
Uma auto-destruição silenciosa,
Sutil, mas visível.

Nessa transformação rápida
Corremos para salvar alguns
Inutilmente, apenas tardando um pouco
O fim próximo e mortal.

Temo então, não por esses alguns,
Mas pela estranha maioria
De todos que não conseguimos nos organizar
Enquanto tudo agoniza.

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