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domingo, 20 de agosto de 2006

Início e fim

Cantinho engraçado
Num lugar embasado
Escondido e escancarado
Na infinitude divina, perfeita.

Espaço de mistério
Com seus anos-luz de distância
Desafia a ciência
E a confunde.

Nesse esconderijo qualquer
Onde a razão domina (ou tenta)
Um mundo
Um ponto.

Ínfimos seres
Em meio ao universo lá fora
Que começa então a se mostrar
E apagar o que está cá dentro.

Um símbolo,
Uma cidade enfim.
Cotidianamente se repete
O que é visto diariamente.

Tradição que determina:
Com inimigos se faz um homem.
Mas, talvez ninguém tenha notado que
Com amigos se confirma um ser humano.

Em culturas objetivas
Não se perde tempo com o diferente
Ignora-se apenas
E deixa-se em paz.

Em culturas cíclicas
O diferente incomoda, assusta
Se forma uma organização de diferentes
Que só querem mostrar não serem iguais.

Em nossa cultura falta tempo
Tem-se medo a cada beco
O preconceito enraíza-se até as vísceras mais profundas da alma
E de graça permitimo-nos não ser-mos.

Mas somos em corpos,
Sendo luz em alma
Que nem a todos convém
Em alguns espíritos de porcos

De vida ramificam-se ambos
Corpo e alma
Ainda que presos, encarnados
Em si ainda falta algo.

Uma substância talvez
Ou então uma nova invenção
Ao certo um sentimento
Enobrecido em energia: amor.

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