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segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Os olhos da alma

Dois anos.
Inocência em idade e espírito.
Sonho bom de criança real
com ausência de responsabilidades posteriores.

Tempo bom,
tempo que não volta,
deixa saudade,
olhos sinceros.

Olhos cujas íris exibem uma alma, algumas vivências.
Poucas, é verdade,
mas reais, sinceras no que mostram,
confusas no que sentem.

Sim, é verdade,
confesso que, claro, também me vejo em ti,
um Felipe de anos atrás.
Mais um que gostava de acordar.

Hoje é complicado,
já vejo minha rotina como difícil.
Difícil por me separar, pelo fato de ter pensamentos próprios,
princípios próprios.

Mas a questão é que você me veio aos olhos.
Os mesmos olhos que se mostram observavam,
se firmaram.
Num ponto, num tempo.

E assim foi como você veio a mim.
São fortes os laços que eu percebo que nos une,
mas temporais.
E se findarão ao fim de um ciclo, duas semanas.

Não acredito, porém, que virá a se findar tão facilmente,
acredito e venho a pedir que também acredite.
E além disso, que force, que cobre do destino
para que se mantenha melhor.

Venho a pedir, mas não quero resposta formal,
quero poder novamente ver em seus olhos e
assim me sentir confortável, esclarecido.
Entender sua resposta, nosso convívio.

A amizade é sincera, sinto isso,
assim quero manter, com sinceridade.
Mas não só sinceridade, quero que seja firme,
forte.

As aulas forçaram, fizeram seu papel,
cabe agora, que estão terminando,
fazermos o nosso
e eternizarmos o cotidiano.

Por fim obrigado,
talvez eu tenha necessitado mais da amizade do que vice-versa,
mas desejo apenas que continue, e peço sua colaboração.
Lembre-se: verei em seus olhos!

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