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sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Noite

A noite às vezes é fantástica
Por ela temos acesso à lua e às estrelas.
Temos o tão calmo silêncio
Ouvido e visto.

Ela vem sorrateira, devagar
E toma o dia emprestado para si.
Oferece o melhor ambiente
Para o descanso com seus sonhos irreais.

Mesmo os pobres de sono
Que se colocam a escrever com o gotejar seqüencial dos pingos de chuva noturnos
Não são desprovidos das surpresas sonhadas.
Pois sonhadores que são, mesmo alertas em exceção, ficam a sonhar acordados.

Somos o resultado do dia,
Confirmado ao amanhecer
No início dos desdobramentos da devolução do sol pela lua
Que nem sempre aparece, envergonhada de sua ação.

Humano que sou, apaixonado romântico
Fico aqui a desenhar letras ao longo de linhas perfeitas
Sem esperar, contudo que fique do agrado de alguém,
Mas que tenha sentimento e particularidade cada jogo de palavras rabiscado.

Que seja tal qual um amor, qualquer que seja,
Que tenha em si a humanidade rabiscada
O sentimento desenhado.
Mas que não se vá, como a noite.

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