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domingo, 11 de fevereiro de 2007

Manhã de verão

Um dia, no meio das férias,
A gente acorda tarde como de costume
Sem nenhuma pretensão
Com aquela sonolência de dia de folga.

As horas vão passando
E vamos fazendo as mesmas tarefas.
Pessoalmente ligo o computador
E perco horas jogando conversa fora.

Então de repente a gente esbarra com alguém.
Mas é um alguém que não é qualquer um.
É uma pessoa especial
Incrivelmente perfeita.

Tão incrível que a gente sente insegurança
Não por ela,
Mas por receio de não ser suficientemente bom
Para acompanhá-la.

Como alguém consegue ser assim?
Tão... Tanto?
Sendo incredulamente difícil
De ser ilustrada em simples palavras?

E é tão bom que
Mesmo com a insegurança
A gente se sente bem
Porque ela nos faz sentir bem.

Tudo começou no meio das férias
Num dia sem maiores pretensões
Capaz, contudo, de transformar nossas vidas
Em uma existência maravilhosa.

Para sempre!

Cidade Maravilhosa

A semana terminou e estamos agora vivendo o primeiro dia de mais uma semana. O tempo continua sem dar trégua enquanto nós assistimos passivos nossa própria decadência.
Eu, como tantos outros, vi na tv a história da criança arrastada por sete quilômetros num carro após uma tentativa de assalto e, claro fiquei horrorizado com tamanha crueldade.
     Mesmo com a freqüência das atrocidades na cidade não consigo acreditar que esse seja o retrato do Rio de Janeiro. Na verdade prefiro acreditar que tudo isso seja apenas momentâneo, que terá um fim rápido, que se transformará em apenas lembranças ruins de um tempo infeliz. O ruim é que já não tenho mais tantas esperanças. E as esperanças se vão porque o problema é controlável, afinal somos nós que provocamos tais situações, mas não sabemos mais como exercer esse tal controle, afinal agora é gente contra gente.
     Ainda assim há algo que assusta mais do que as próprias tragédias em si: ao questionar vários amigos sobre esse problema a maioria deles disse que a única solução é sair daqui o mais rápido possível e ir morar em um lugar mais tranqüilo e seguro. Eu mesmo já pensei nessa solução e inclusive gostaria de viver mais para o interior, mas não necessariamente pela segurança em si, mas pela calma que a vida do interior tem em relação a dos grandes centros. A questão é que mesmo fugindo vamos deixar pessoas para trás, vidas para trás, não vamos solucionar, vamos apenas deixar de viver o problema.
     Sugiro que tentemos mudar essa realidade, não precisa ser com grandes ações ou manifestações, acho que o ideal é mudarmos nossa forma de pensar, deixar de colocarmos sempre nós mesmos à frente de tudo e tentar impedir que nós sejamos contaminados com todo o mau humor presente no nosso dia-a-dia. Não, isso ainda não é o suficiente, mas acredito que ajuda muito mais do que simplesmente abaixarmos a cabeça e fazer as malas.
      Eu acredito em um Rio de Janeiro diferente, um lugar que possamos andar na rua de madrugada sem a menor preocupação, um lugar sem toque de recolher, um lugar onde as pessoas não tenham motivos para viverem tristes, um lugar tranqüilo, sem estresse. Acredito nas pessoas e acho que a chave para mudar essa realidade está em nós, nas pessoas!
E você? Em que Rio de Janeiro acredita?