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sábado, 10 de março de 2007

Indefinível

O que é essa essência
Que anda por caminhos tortuosos
Com passos incertos
Por vezes certos de que
Certeza alguma será testemunhada?

O que está atrás desse brilho no olhar
De olhos vermelhos por madrugar
Em fitar a escuridão sufocante
Que o sol não consegue clarear
E que deixa escorrer a familiar umidade salgada?

O que motiva esse sorriso
De orelha a orelha com o raiar do dia
Protegido por uma vontade
Que se apóia em aparências
Que negam seu interior?

O que sugere essas ações
De mãos livres
A tentar criar civilizações
Que de tão pequenas diminuem ainda mais
O que quer que essas mãos transformem?

O que permeia essa existência
Com forma incerta tal qual qualquer organismo
E pensamento puro, inexistente e estranho
Que não quer lugar nenhum, vida nenhuma
Só a segurança do que não é humano?