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quarta-feira, 30 de maio de 2007

Terra

O futuro são histórias
Lembranças sombrias
De vidas desgraçadas
Com suas respirações dolorosamente mesquinhas

O futuro é o fim
Dos princípios um dia seguidos
E da decadência da transmissão de sentimentos
Para o sentir de emoções fúteis, racionais unicamente.

O futuro é o rompimento
De promessas, juramentos e planos
Todos deixados para trás devido a algo maior
Cujo valor será/é inexistente

O futuro é esperança
Tirada de nossas crianças a golpes impiedosos
Golpes em sua educação, nossa cultura
Estrangulando, traicoeiramente, seus horizontes.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Incompreensibilidade do amor

Ninguém consegue fazer
O que você me faz.
Consegue me deslocar do real.
Dos meus problemas reais.
Da minha vida medíocre.
Para o seguro do seu diálogo.
Para o aconchego da sua voz.
Aí, sem querer, nem saber, consegue
Transformar em tão pouco tempo
O jeito de ver o mundo.
Tudo parece mudar para um lugar tranqüilo
Para uma forma de se manter quase mágica.
Sem dependência alguma, a não ser, claro do seu diálogo.

Sabe, a interpretação das coisas é necessidade humana,
Mas existe um sentimento dentre essas coisas
Que ninguém conseguiu entender ou explicar.
Talvez porque não tenha sido feito para ser entendido,
Mas para ser sentido.
Fico feliz. Sinto-o por ti.
Sabe, eu amo você!

sábado, 12 de maio de 2007

Liberdade justa

O que o fôlego de vida
De uma noite mal dormida
Tem para nos passar
Além do incrível desejo de gritar?

E a justiça tão surda,
Tão cega e tão muda.
O que tem a nos provar
Senão seu único dever, o de errar?

Aqueles seus oprimidos o que sonhar
Senão outro mundo onde felizes possam ficar
E ser o que nunca foram: livres e soltos?

Os pássaros desse novo lugar são loucos
Vivem sem dever deveres
Com seus próprios afazeres.