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sábado, 12 de maio de 2007

Liberdade justa

O que o fôlego de vida
De uma noite mal dormida
Tem para nos passar
Além do incrível desejo de gritar?

E a justiça tão surda,
Tão cega e tão muda.
O que tem a nos provar
Senão seu único dever, o de errar?

Aqueles seus oprimidos o que sonhar
Senão outro mundo onde felizes possam ficar
E ser o que nunca foram: livres e soltos?

Os pássaros desse novo lugar são loucos
Vivem sem dever deveres
Com seus próprios afazeres.

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