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quarta-feira, 25 de julho de 2007

Multidão

“As melhores mulheres são aquelas que podemos comprar. Você vai, paga, se ‘diverte’ e vai embora. Aquela que escolhe para morar é uma das piores, quando não a pior. Essa é chata, sempre quer saber onde você está, exige satisfações e nem sempre está disposta a se ‘divertir’.” – Opinião de um homem qualquer de qualquer lugar, comum.
     “De cada dez pessoas, nove querem te derrubar e uma não tem nada com isso.” – Conselho classificado como indispensável quando se precisa de ajuda.
     “Você não pode falar mais alto do que eu, porque você é só um empregado. Se isso fosse uma multinacional e eu fosse seu patrão...” – Indignação de quem nada é e não sabe.
     Sim, essa é a realidade, digo isso porque nos últimos meses tive contato com diversas pessoas que por um lado me fizeram crescer, por outro criaram um nojo em mim que até então não tinha sido apresentado.
     São pessoas que riem, brincam, trabalham, reclamam, são amigas, duas-caras, medrosas, covardes. Cada qual com seu jeito de ser, mas a maioria muito parecida.
     Quais são essas pessoas não é de fato o que importa. O que chama minha atenção é o comportamento delas. Sabe, a mim pelo menos não interessa se a mulher com quem me casarei será resmungona, chata, o que for, o que interessa é seu amor, cumplicidade, companhia, sinceridade. Sentimentos e gestos que não estão à venda, além disso, quem seria eu para reclamar, uma vez que, dentre amigos, 90% dos comentários se referem aos corpos de outras mulheres?

Não é de hoje que se sabe que o mundo é hipócrita, que a corrupção está entranhada em todas as sociedades e que nunca o ser humano se auto-prostituiu tanto do que como faz agora. Talvez estejamos acostumados a levar nossas vidas dessa maneira, com essa gente.
     E por mais que possa ter parecido eu não me vejo como a imagem da perfeição. Muito pelo contrário, afinal sou egoísta, turrão, respondão, sempre machucando aqueles que amo. Bem diferente do que seria alguém perfeito e pior, além de não ser, ainda critico os demais, como agora.
     “Então porque diabos esse cara me fez ler esse monte de besteiras?” Você deve estar se perguntando depois que chegou nessa parte. A resposta é: não sei. Vejo que está tudo errado e me sinto imensamente mal por, além de não ajeitar, também fazer parte disso.

Caso tenha pedido para ler, acredite, teve um motivo especial. Provavelmente foi para explicar porque estou tão distante ou chateado há algum tempo. Perdoe o texto confuso, trata-se de um desabafo, qualquer dia, talvez em outra crise eu consiga expor melhor o que eu realmente queira dizer. Enfim, desculpe caso tenha te machucado também, não foi minha intenção.

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