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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

É tudo muito simples para que qualquer um entenda.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Nostalgia

E pensar que fomos felizes.
Que a inocência fazia parte
De você, de mim e
Da nossa vontade.

E pensar que toda aquela alegria
Nos invadia sem exigir nada.
Éramos porque éramos.
Quase como lei natural.

E pensar que aquelas vontades
Eram por si só satisfatórias.
Tão simples quanto a água,
Tão agradáveis quanto a brisa matinal.

E pensar que as escolhas
Eram bobas em suas opções
Com conseqüências quase sempre positivas.
Nem importava a alternativa.

E pensar que não precisa ser diferente,
Que o passado pode
Viver livre no presente
Sem macular ordem alguma vigente.

E pensar que estamos perdendo tempo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sobre insegurança, pedintes e conformismo

O que é segurança, educação, moradia, saúde, emprego e qualidade de vida senão apenas os tópicos principais de qualquer campanha política? “Putz, que porre, mais um texto criticando tudo ao redor dizendo que só melhora se cada um fizer sua parte...!”. Bem, sim e não.
‘Sim’ porque a crítica existe, afinal é só olhar para os lados e perceber que as coisas parecem mais fora do lugar do que deveriam (diria até que muito mais fora do lugar). Talvez esteja mais para incômodo pessoal, porque gosto varia de cada um e ultimamente noção de certo e errado também.
‘Não’ pela falta de esperança. Sinceramente o discurso do “se cada um fizer sua parte” além de batido ainda soa como utopia. Aparentemente o comportamento de hoje segue a filosofia do “Eu primeiro, o resto que se dane”. Isso ainda sem mencionar que boa parte dos títulos do pacote “Para melhorar a vida” são de responsabilidade do poder público e quando se diz isso, infelizmente, soa ainda mais como utopia.
É esperado que textos como esse apresentem em sua conclusão aquilo que deveria ser feito para que a situação se ajeite. Ao contrário disso (porque o objetivo aqui é o desabafo e não um pacote de idéias que não serão vistas, criticadas ou colocadas em prática) direi o motivo de sua criação: ontem ao sair de casa, ao sair do supermercado e ao chegar em casa fui abordado por pedintes. Ao sair de carro à tarde mais três vezes a mesma situação se repetiu nos sinais que parei. Pensando bem se começar a ajudar todos que pedem, além de dar continuidade ao problema, começará a faltar coisas para minha casa. Isso unido aos costumeiros problemas como não usar mais o antigo caminho habitual por insegurança, evitar chegar tarde em casa pelo mesmo motivo e tantas outras mudanças de comportamento que não necessariamente deveriam fazer parte do nosso cotidiano e muito menos serem aceitas com tanta naturalidade.
Para fechar deixo o sentimento muito bem ilustrado pela frase “Estou de saco cheio!” e o início do conformismo para com essas situações motivado pela perda de esperança em alguma mudança positiva.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sobre Orkut e animais de rua

Estava lendo tópicos de uma comunidade sobre a carrocinha no Orkut, da qual fazia parte, e o interessante neles era a defesa suprema do recolhimento e morte de cães e gatos de rua (motivo principal pelo qual não faço mais parte da comunidade) sob o pretexto desses animais atacarem e transmitirem doença. Claro, isso desconsiderando as postagens de perfis falsos e aqueles que dizem só querer que tudo se dane. Uns poucos ainda apareciam com protestos exigindo um controle de zoonoses decente e justo para com os animais.
A carrocinha, quando bem implementada, vem acompanhada de um trabalho sério com canis próprios e veterinários competentes para que ali os animais recolhidos sejam preparados para adoção (quando digo preparados é desde cuidados veterinários e de vacinação até acompanhamento psicológico).
Mesmo assim os tópicos me fizeram pensar nas políticas brasileiras que vemos pelas ruas. No que diz respeito a animais o máximo que temos são leis voltadas aos donos, em geral todas os responsabilizando pelo comportamento do animal quando em vias públicas e em instituições como a suipa. Esta última já não consegue lidar com a superlotação de animais em seus canis, deixando de possuir, assim, um acompanhamento completo e individualizado.
Além disso o que mais me fez pensar é com relação às políticas, ações e comportamento individual, não para com os animais, mas para com as pessoas. A grande reclamação é para com transmissão de doenças e ataques de cães e gatos de rua. Mas será que eles transmitem mais doenças do que a falta de saneamento básico? Será que eles atacam mais as pessoas do que elas fazem consigo mesmas? E se a resposta para essas perguntas for ‘não’, a solução seria uma grande chacina?
Este é apenas mais um problema “sem solução” em nossa sociedade e como todos (ou a grande maioria) os nossos problemas a solução tem que vir de cada um. Adotar animais abandonados é ótimo, mas além disso, melhor ainda é não os abandonar quando deixam de ser filhotes e passam a dar mais trabalho do que era imaginado quando foram adquiridos.
E, claro, mais do que respeitar os animais, devemos respeitar as pessoas ao redor. Talvez com menos indiferença da parte de todos alguma mudança pode começar a acontecer.