Páginas

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sobre insegurança, pedintes e conformismo

O que é segurança, educação, moradia, saúde, emprego e qualidade de vida senão apenas os tópicos principais de qualquer campanha política? “Putz, que porre, mais um texto criticando tudo ao redor dizendo que só melhora se cada um fizer sua parte...!”. Bem, sim e não.
‘Sim’ porque a crítica existe, afinal é só olhar para os lados e perceber que as coisas parecem mais fora do lugar do que deveriam (diria até que muito mais fora do lugar). Talvez esteja mais para incômodo pessoal, porque gosto varia de cada um e ultimamente noção de certo e errado também.
‘Não’ pela falta de esperança. Sinceramente o discurso do “se cada um fizer sua parte” além de batido ainda soa como utopia. Aparentemente o comportamento de hoje segue a filosofia do “Eu primeiro, o resto que se dane”. Isso ainda sem mencionar que boa parte dos títulos do pacote “Para melhorar a vida” são de responsabilidade do poder público e quando se diz isso, infelizmente, soa ainda mais como utopia.
É esperado que textos como esse apresentem em sua conclusão aquilo que deveria ser feito para que a situação se ajeite. Ao contrário disso (porque o objetivo aqui é o desabafo e não um pacote de idéias que não serão vistas, criticadas ou colocadas em prática) direi o motivo de sua criação: ontem ao sair de casa, ao sair do supermercado e ao chegar em casa fui abordado por pedintes. Ao sair de carro à tarde mais três vezes a mesma situação se repetiu nos sinais que parei. Pensando bem se começar a ajudar todos que pedem, além de dar continuidade ao problema, começará a faltar coisas para minha casa. Isso unido aos costumeiros problemas como não usar mais o antigo caminho habitual por insegurança, evitar chegar tarde em casa pelo mesmo motivo e tantas outras mudanças de comportamento que não necessariamente deveriam fazer parte do nosso cotidiano e muito menos serem aceitas com tanta naturalidade.
Para fechar deixo o sentimento muito bem ilustrado pela frase “Estou de saco cheio!” e o início do conformismo para com essas situações motivado pela perda de esperança em alguma mudança positiva.

Nenhum comentário:

Postar um comentário