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quinta-feira, 11 de março de 2010

Agressivo furto da esperança

O roubo, astuto e minucioso
Não, entretanto, sem ser traumático,
Se faz hoje diariamente,
Com precisão, força e frieza mecânica.

Ao certo não intencional,
Mas completamente destrutivo
Separa corpo de alma
Com agressão aos dois aspectos.

E hoje já sofri essa degradação
Invisivelmente arrancou-me a íris.
Sonhos então escorreram como a lágrima de outrora.

Assim se corresponde ao exigido
O mundo se perde acompanhando os sonhos
E, sem mundo nem sonho, inicia-se uma nova vida.


Por: Felipe Cabral
Em: 31.10.2006


Poema desesperançoso, coloco-o apenas como marco próprio para comparar a evolução (ou involução) do meu eu escrito de hoje com o de quase três anos e meio atrás.

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