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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Da chuva

Água a cair em gordas gotas
deixadas a serem levadas ao vento,
para se unirem a formar enxurradas,
a entupir bueiros, a ilhar almas,
a embelezar uma cidade
de cores não usuais.

Corpos líquidos lançando-se
sem paraquedas num suicídio
coletivo e
dissociado de esperança
em sua força bruta.

Choro e luto num mesmo instante,
no desintegrar do atravessar um fluido
brutalmente por outro:
Para! Asfalto, parede, lataria,
parabrisa.

A maravilha está no se jogar
e se esparramar frente a vidro.
Sensacionar-se em envoltória.

2 comentários:

  1. já falei q adoro suas poesias?
    gostei das 'gotas gordas'
    :P

    parece que elas são fofinhas.

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