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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Da "renúncia"

Sinto-me como essa folha branca que mancho
sem pautas a basearem a atual escrita:
as quartas-feiras à noite
e domingos pela manhã.

Sinto-me como sem chão
ainda sem preparo para caminhar com os próprios pés.
Sem a Palavra forte e viva
a guiar e aquecer meu coração.

Sinto-me um pouco sem sentido
pego de surpresa em uma situação
deflagrada como carga quando se consome o pavio.
Tento juntar os pedaços dispersos ao chão.

Sinto-me sem pastor:
ovelha confusa,
com medo de caminhar
por dentro do covil de lobos.

Sinto um desejo:
o do amor cristão verdadeiro,
o da verdade escancarada
e do retorno renovado.

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