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sexta-feira, 28 de maio de 2010

nada[mais]

Não há mais nada a ser dito
Nem palavra nem confissão 

Não há vírgulas não há verdade 
Que lhe faça ser o contrário

Uma frase dissolvida no escuro 
Como se não fora dita

Negada de si mesmo escolhe
Essa cena pode (ou deve?) ser esquecida

Levada por um vento qualquer
Apagada de toda memória

Sem desculpas sem explicações
Sem o espaço vazio de um 'talvez' 

Esquecendo o erro feito e o sofrido 
Pois da má lembrança nada se leva

Nem vontade de estar outra vez
Nem vento nem o silêncio 

Nem palavra nem confissão 
Não há nada mais a ser dito.



Autoria de Marina Sena, do .palavras.insólitas.. Porque eu não conseguiria expressar esse momento tão bem.
Grande beijo, mana!

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