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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Do atual 1

Desisto de um poema
sem graça nem importância
para uma meia verdade.
Meia porque é unica, minha.
Verdade porque é fato, que acontece.

O pai da mãe nada vale
e estraga o que dele não se aproveita.
A mãe vale por ela, ele, avó e filhos,
não sobra tempo para valer por ela mesma.
E o neto é mais filho se
se afasta da satisfação própria.

O neto quer moral para dar um basta,
mas moral é algo que se conquista.
Para ele ainda não é chegada a hora.
A mãe chora se sente não ser boa
filha, mãe ou provedora.
Acaba por ser tão boa
que estraga todos os outros.

Um jogo de interesses foi estabelecido:
cada um tira o seu
da mãe que procura se aposentar
preocupada em manter vivas
as vontades de todos,
salvo a sua própria.

Mas o fim está próximo
quando o filho se formar
e der à mãe as alegrias que merece,
quando o neto se formar
e tirar do avô a boa vida que ele usurpa.

Um comentário:

  1. Não te indignes por causa dos malfeitores, (...)Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura.

    Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado.

    Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal.

    Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra.

    Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá.

    Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz.

    Salmo 37: 1-3; 8-11.

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