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sábado, 10 de novembro de 2012

Circo

O bobo palhaço
quer só o espetáculo
de ser aplaudido
em se denigrir.

O bobo homem
acredita em si mesmo.
Aplausos
à falta de sentido.

Ainda frágeis como barro.
Peregrinos sem descanso,
derrubem a lona desse circo.
Não mais o atroz como espetáculo.

Quando fracos somos fortes.
Que venha o mundo,
Ele venceu!
Não mais voz à vaidade.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Escravo

"Certamente que, aqueles que estão sob o domínio de satanás, irão partilhar com ele o mesmo fim de destruição eterna. Embora o pecado prometa satisfação e vida a seus escravos, sua recompensa é, na realidade, exatamente o oposto - miséria nesta vida e condenação na próxima. A realidade surpreendente é que, mesmo que o pecador pudesse mudar a condição do seu coração, o que a Escritura ensina ser impossível (Jr. 13: 23), nenhum incrédulo jamais desejaria fazê-lo. Deixado à sua própria razão natural e vontade, o pecador não resgatado sempre irá escolher a escravidão do pecado, em vez da obediência a Deus. Até que o Senhor intervenha, o pecador não é capaz, nem está disposto a abandonar seu pecado e servir a Deus em justiça. Tanto sua razão quanto sua vontade são totalmente corrompidas. Lutero levanta esta questão, através de uma série de perguntas retóricas:

'O que pode, então, a razão [do pecador] propor, que seja justo, sendo ela cega e ignorante? O que pode a vontade dele escolher que seja bom, sendo ela maligna e impotente? O que pode a vontade buscar, quando a razão nada pode propor, além das trevas de sua própria cegueira e ignorância? E, sendo a razão assim errônea e a vontade adversa, o que pode o homem [incrédulo] fazer ou empreender, que seja bom!'¹

Certamente a resposta é - Nada! A mente contaminada e a vontade corrompida do coração não convertido são capazes de escolher somente o pecado. A alma não resgatada, portanto, 'está compulsivamente ligada a servir o pecado, e não pode desejar nada de bom'². À parte da intervenção divina, o escravo do pecado permanece em uma situação de total desamparo e desesperança. Ele não somente é incapaz de se libertar, como também usa com grande disposição as correntes que o prendem."

1. Lutero, On the Bondage of the Will, 320.
2. Ibidem, 125. Nesta seção, Lutero mostra a falácia do uso que Erasmus faz do termo "livre arbítrio". No processo, Lutero evidencia seu próprio entendimento da depravação total.

Trecho do Livro: Escravo - A verdade escondida sobre nossa identidade em Cristo. John MacArthur: Editora Fiel, 2012, pgs. 133 e 134