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Fragmentos

Escrevo com o dedo no embaçado parabrisa, esse meio termo entre o vapor e a batida. 


Ele quer Utopia. Assim, com letra maiúscula mesmo, para dizer que é própria.


- Calma, também não é assim. Olha, você pode encarar a situação como se fosse um copo metade vazio, ou como se tivesse metade cheio. Você está encarando como se estivesse metade vazio...
- Uhn... E se eu já não estiver mais com sede?


(Sonho)
Esse quadro que é pintado sem história,
em telas de realidade não vivida,
com tintas que não evaporam de sentimentos,
tomam forma os desejos abafados por atenção.

E quando a ignorância e o conhecimento são as pontas de uma espada de dois gumes, o que fazer para ficar entre eles, sem que, para isso, precise ser apunhalado?


Imagine o comportamento
de um relógio de ponteiro,
que não se atém se
é meio-dia ou meia-noite.


Que seja tal qual um amor, qualquer que seja,
Que tenha em si a humanidade rabiscada
O sentimento desenhado.
Mas que não se vá, como a noite.



os que tempo.

os que nem tanto.